segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Homens brasileiros gastaram R$ 4,5 bi em cosméticos, diz pesquisa

Fonte: www.abril.com.br/noticias


Os homens brasileiros estão mais vaidosos. Em 2007, eles gastaram US$ 1,79 bilhão (cerca de R$ 4,5 bilhões) em cosméticos como xampus, cremes e perfumes. O valor só perde para o dinheiro que os americanos deixaram nos caixas das perfumarias, algo em torno de US$ 5 bilhões (R$ 12,5 bilhões). Os números, do Instituto Euromonitor, órgão internacional de pesquisa de marketing, revelam, ainda, que o valor do gasto dos brasileiros com itens de higiene e beleza nacionais e importados cresceu 19% em comparação com 2006. O aumento é superior aos 4% registrados nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial no segmento.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) mostram que a produção destes itens no País também aumentou. Em 2007, superou as 30 milhões de toneladas ante 20,7 milhões registradas em 2002. O faturamento da indústria ultrapassou R$ 1,9 bilhão, valor 93% maior que o registrado cinco anos antes.

Alberto Kurebayashi, vice-presidente técnico da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), instituição que representa as empresas de matéria-prima e de produto acabado do setor, diz que o aumento é fruto de uma preocupação crescente dos homens brasileiros com a própria aparência. Na avaliação do diretor da ABC, as novas gerações querem muito mais que xampus e loção pós-barba, itens tradicionais da higiene pessoal masculina.

Segundo ele, os consumidores de hoje buscam produtos mais completos, como xampus que reúnam condicionador e propriedades anticaspa ou alternativas que sirvam para todo o corpo. A mudança, analisa Kurebayashi, é fruto de uma combinação de fatores. Ele cita a melhoria da condição econômica, a publicidade e a maior pressão das mulheres e namoradas como principais razões. De acordo com o representante da ABC, as preferências dos homens são por produtos multifuncionais, que reúnam diversas propriedades. "O público masculino não quer perder tempo usando vários produtos. Tem preferência por um creme que seja refrescante e sirva para corrigir rugas ao mesmo tempo", exemplifica.

Tratamentos

Outra diferença, segundo Kurebayashi, está na embalagem. Segundo ele, homens não querem nada com potes, identificados com cosméticos femininos. Eles preferem bisnagas e, de preferência, que contenham a expressão "for men" (para homens). Segundo ele, também aumentou a ida de homens a clínicas de estética, sobretudo em busca de tratamentos de pele, depilação peitoral e correção de gordura localizada. Ele estima que, atualmente, 40% dos clientes dos estabelecimentos de estética sejam do sexo masculino. "Vão mais à noite ou no final da tarde, quando o movimento é menor. Muitos pedem sigilo", afirma. Kurebayashi acredita que os homens também perceberam que boa aparência é importante para o sucesso profissional.

Amazônia possui 10 mil plantas com potencial econômico

Fonte: www.capitalnews.com.br


Mais de 10 mil espécies de plantas da Amazônia são portadoras de princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas. A região concentra também outras 300 espécies de frutas comestíveis e uma rica fauna silvestre. Ao todo, a Amazônia guarda em suas florestas, várzeas, cerrados e rios, um total de 33 mil espécies de plantas superiores. É o que aponta o Plano de Amazônia Sustentável (PAS), lançado este ano pelo governo federal. O plano faz um diagnóstico detalhado da realidade e potenciais econômicos amazônicos.

Ainda poucos significativos em termos macroeconômicos, os produtos florestais não-madeireiros, em especial as plantas medicinais, podem se tornar, se tiverem sua exploração incentivada corretamente, em atrativa e rentável atividade econômica para os povos da Amazônia. É o caso específico das ervas e plantas com aplicação nas áreas medicinais e de cosméticos.

“Esse segmento tem tudo para crescer e se tornar uma atividade lucrativa em vários estados da Amazônia desde que se profissionalize”, prevê o pesquisador Juan Revilla Cordenas, doutor em Ciências Biológicas. Cordenas atua na área de botânica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM), órgão que é referência em estudo de produtos não-madeireiros.

O pesquisador avalia que o aproveitamento dos atuais produtos florestais não-madeireiros pode significar a geração de emprego e renda para o ribeirinho, o caboclo, e melhorar a qualidade de vida das pessoas que lidam diretamente com a coleta, armazenamento e venda das plantas medicinais, por exemplo.

Cordenas avalia, no entanto, que o extrativismo a ser praticado na Amazônia deve ser planejado. “Não é a descoberta de princípios ativos de remédios — o grande interesse da indústria — que vai ajudar”, avalia. Muitas vezes, diz ele, o caboclo da Amazônia repassa seu conhecimento sobre os poderes medicinais das plantas, os laboratórios descobrem poderosos medicamentos, mas não recebe royalties algum.

Plantas de grande potencial

Em Manaus, o Inpa emprega grande parte dos seus recursos à pesquisa e à descoberta do potencial das plantas da Amazônia. E o resultado é surpreendente. São cerca de 300 espécies nativas da Amazônia ou nela introduzidas já catalogadas pelo instituto e com potencial para as áreas medicinal, fitoterápica, aromática e de cosméticos. “O que falta é operacionalizar a produção local de medicamentos e cosméticos com a utilização de plantas amazônicas”, diz ele.

O pesquisador Juan Cordenas é autor do livro “Plantas da Amazônia — Oportunidades Econômicas e Sustentáveis”, editado pelo Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas, em parceria com o Inpa. O livro cataloga as potencialidades comerciais de 72 espécies de plantas da Amazônia, nativas e introduzidas, que têm aplicação garantida nas áreas medicinal e de cosméticos.

Já o PAS indica uma grande variedade de produtos florestais para a alimentação. São espécies que podem ser usadas tanto no consumo próprio quanto em escala comercial. A lista inclui açaí, araçá, araticum, babaçu, bacaba, bacuri, biribá, buriti, buritirana, cacau, caju, camu-camu, cupuaçu, graviola, jambo, jenipapo, mamorana, mangaba, murici, pequi, pitanga, pupunha, sapota, taperebá, umbu e uxi.

Atualmente, alguns produtos florestais da Amazônia são comercializados em mercados nacionais: o açaí, o guaraná, as frutas tropicais — em forma de polpas, doces e sorvetes —, o palmito (pupunha e açaí), diversos fitoterápicos e fitocosméticos, o couro vegetal, o artesanato de capim dourado e o artesanato indígena.

Além desses, existem outros produtos não-madeireiros com grande valor de exportação: castanha do Brasil, jarina (o marfim vegetal), a rutila e jaborandi (princípios ativos), pau-rosa (essência de perfume), e resinas e óleos.

Para o governo, esses produtos podem alcançar nichos significativos em nível nacional. “Estes nichos podem garantir escala suficiente para prover meios de vida sustentáveis com a diversidade socioambiental amazônica”, destaca o Plano Amazônia Sustentável, quando avalia o potencial dos produtos não-madeireiros da Amazônia. (Fonte: Agência Amazônia)

Substância aumenta vida últil de cosméticos

Fonte: eptv.globo.com


Unesp de Araraquara fez a pesquisa

Pesquisadores da Unesp de Araraquara descobriram substâncias que podem evitar o envelhecimento precoce e também aumentar a vida útil de cosméticos, principalmente os cremes, porque penetram na pele. Normalmente os cosméticos são hipoalergênicos, ou seja, capazes de reações.

Essas substâncias foram encontradas nas folhas de árvores usadas na produção de carvão. Depois de colhidas e secas são transformadas em extrato. A indústria de cosméticos já faz testes com o novo material. Não há previsão de quando eles estarão à disposição dos consumidores.

A pesquisa da Unesp ganhou um prêmio nacional de inovação tecnológica.

Cuidados com Cosméticos

O dermatologista Fernando Nico alerta que os consumidores precisam tomar alguns cuidados antes de comprar cosméticos. Primeiro, certificar se tem registro nos órgãos competentes, data de validade e serviço de atendimento ao cliente. “A informação é a principal arma do consumidor”, disse o médico sobre as precauções.

Especialistas alertam também que os cosméticos devem ser guardados longe da poeira e do sol, além de ficarem fechados.

Guerra ao colesterol no verão

Fonte: www.atarde.com.br


Fim de ano é época de férias, descanso e diversão. E, para muitos, época propícia também para cometer exageros, sobretudo quando o assunto é a alimentação. Tira-gostos à beira-mar, bares, almoços e festas regadas, normalmente, a muita bebida. Mas o resultado desta combinação no verão geralmente não é nada bom.
Abusar de alimentos calóricos e gordurosos nesta época do ano pode não só aumentar os ponteiros na balança, como também os níveis de colesterol.

Também conhecido como dislipidemia – doença caracterizada por elevadas taxas de colesterol no sangue –, o problema tem atingido cada vez mais pessoas de todas as faixas etárias e um sério fator de risco para as doenças cardiovasculares. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, em média, a cada cinco minutos ocorre uma morte por infarto do miocárdio no Brasil. Uma vez mantida a tendência atual, estima-se que em 2040 ocorrerá uma morte a cada 47 segundos.

A realidade cardiovascular no Brasil é vista como alarmante no cenário mundial. O Ministério da Saúde revela que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no País, superando qualquer outra, inclusive câncer e Aids.

Desconhecimento – Entretanto, muitos dos pacientes com taxas elevadas de colesterol não se dão conta ou desconhecem a gravidade da doença para o risco do desenvolvimento das doenças do coração. Um projeto denominado Core, desenvolvido pelo Conselho Latino-Americano para Cuidado Cardiovascular (Clacc), revela, inclusive, que é alta a taxa de desistência do tratamento do colesterol.

Por meio de pesquisas com pacientes e médicos, o Projeto Core aponta que o paciente não sabe ao certo as graves conseqüências que podem advir dos “escorregões” no tratamento – faltam informações mais detalhadas que realmente motivem a adesão do tratamento – e, quando compara o problema com outras doenças que trazem consigo sintomas, tende a achar que a dislipidemia é menos grave ou que está sob controle.

“Não existe, entre os pacientes e a população em geral, a real percepção em relação à gravidade da dislipidemia e suas conseqüências. É preciso ter consciência de que, assim como a hipertensão, o tratamento do colesterol também deve ser mantido a longo prazo”, afirma o médico Andrei Sposito, presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

O mesmo alerta é dado pela endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia – Seção Bahia, Diana Viegas. “O paciente, normalmente, trata o colesterol e depois de dois ou três meses volta a se descuidar, o que é um erro. A dislipidemia é uma doença que pode causar muitos problemas e deve ser tratado com a seriedade que merece”, diz a endocrinologista.

A dislipidemia é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas específicos e, conseqüentemente, não representa uma ruptura concreta na rotina dos indivíduos, não sendo reconhecida nem valorizada pelos pacientes como fator de risco à ocorrência de problemas graves, como, por exemplo, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (mais conhecido como derrame).

De acordo com o projeto Core, em relação à aderência, é mais comum a não-adesão às mudanças no estilo de vida do que o abandono ao tratamento medicamentoso. Entretanto, entre os abandonos do tratamento medicamentoso, os principais motivos são que os pacientes que fazem dieta se sentem bem e, assim, acreditam que podem parar com a medicação. Já os pacientes com outras patologias associadas, cansados de tomar medicamentos, elegem justamente o de colesterol para deixar de tomar.

Medicamento – O questionamento, no entanto, se refere à necessidade de uso contínuo de medicamentos para manter os níveis de colesterol sob controle, assim como ocorre com a hipertensão. Isso não seria possível apenas com uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos? De acordo com o presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC, Andrei Sposito, não.

“O controle do colesterol é feito pelo nosso DNA de forma que mesmo com uma dieta adequada, a redução máxima atingida será de 10% a 20% do colesterol. A atividade física melhora a pressão arterial, o diabetes, aumenta a sobrevida, mas não reduz o colesterol em nada. Assim, a única forma atualmente disponível de manter os níveis adequados do colesterol é o uso contínuo por toda a vida dos medicamentos. Toda pessoa que tem indicação de reduzir o colesterol com medicamentos deve fazê-lo por toda a vida”, explica.

De acordo com ele, no Brasil, o uso destes medicamentos ocorre em média por 60 dias. No entanto, qualquer benefício só ocorrerá com vários meses e será maior quanto mais prolongado for o tratamento. “Passamos um longo período com o colesterol alto, construindo placas de gordura nas nossas artérias e para mudar essa situação e evitar novas placas, precisamos nos cuidar por toda a vida”, diz.

Se a pessoa é tratada para hipertensão, diabetes ou para o colesterol alto e não tem efeito colateral que justifique a suspensão ou troca do tratamento, não será nada inteligente abandoná-lo. “Seria como voltar ao início do século passado e sofrer as conseqüências de uma vida mais curta e com alta probabilidade de derrames e infartos”, diz.

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