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O mercado de medicamentos manipulados vem crescendo nos últimos anos. De acordo com a pesquisa da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) mais de 60 milhões de receitas são manipuladas no Brasil anualmente. Entre as vantagens da manipulação estão a adequação da dose à necessidade do paciente e a possibilidade de associação de vários medicamentos em uma única fórmula.
E é pensando em garantir a credibilidade do setor e orientar aos pacientes para o uso adequado das preparações magistrais que a Anfarmag lança o Manual do Consumidor da Farmácia Magistral.
O farmacêutico capixaba e vice-presidente da Anfarmarg, Hugo Guedes de Souza explica que apesar da crescente procura pelos produtos, muitos consumidores têm dúvidas sobre a segurança dos medicamentos. “O manual vem para promover o uso racional e seguro das preparações magistrais, mas serve como parâmetro para qualquer tratamento, pois traz dicas importantes sobre os cuidados na administração da medicação”, explica.
Guedes ressalta alguns dos benefícios dos medicamentos manipulados como a associação de princípios ativos, a segurança e a economia devido à possibilidade de serem prescritas na quantidade exata, rótulos personalizados que evita a troca de medicamento e a individualização do tratamento para cada paciente.
"Compramos os ativos dos mesmos fornecedores que as indústrias farmacêuticas, porém na manipulação produzimos o medicamento especial para cada indivíduo. Para pacientes diabéticos, por exemplo, os medicamentos são manipulados sem açúcar”, acrescenta o farmacêutico.
Distribuído gratuitamente pelas farmácias de manipulação associadas à Anfarmag, o manual apresenta um série de recomendações que irão favorecer no tratamento do paciente como as vantagens da utilização dos produtos manipulados, cuidados com a automedicação, dúvidas mais comuns dos usuários e até orientações sobre como deve ser uma receita e o rótulo do fármaco manipulado.
Saiba Mais:
- O uso dos produtos manipulados impede a automedicação, já que eles só podem ser produzidos com prescrição médica e vem exatamente na quantidade que o consumidor necessita.
- Na farmácia de manipulação deve haver um ou mais farmacêuticos disponíveis para esclarecer as dúvidas e orientar os pacientes em relação ao tratamento.
- Observe se a informação impressa no rótulo condiz com a receita de seu médico.
- Como qualquer estabelecimento de saúde, a limpeza e o bom estado de conservação da estrutura física da farmácia estão previstos pelas Boas Práticas de Manipulação determinadas pela ANVISA.
- Na maioria das vezes o custo do medicamento manipulado é de 30% a 40% menor do que os medicamentos industrializados.
Foto: Ilustração
Fonte: Mile4 Assessoria de Comunicação
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Manual orienta sobre o uso correto de medicamentos manipulados
74% dos brasileiros apoiam proibição de medicamento emagrecedores
A proibição dos medicamentos emagrecedores à base de sibutramina e outros anfetamínicos tem apoio de 74% dos brasileiros. É o que aponta pesquisa encomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à GfK Custom Research Brasil — quarta maior empresa de pesquisa de mercado no país.
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Mil pessoas, com idade mínima de 18 anos, foram ouvidas em São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Belém, Brasília, Goiânia e Manaus. O apoio à proibição é maior entre as pessoas com idade superior a 56 anos. Nessa faixa etária, 79% concordam com o veto. Já entre os entrevistados com 25 até 34 anos, a aceitação aos produtos é maior: 68% não condenam o comércio de emagrecedores.
Para 93% dos entrevistados, os produtos podem causar risco à saúde. Talvez por isso, 99% dos ouvidos afirmem que não fazem uso de qualquer substância, ao passo que 81% também declararam não fazer dietas. Entre os que fazem algum tipo de controle alimentar, as mulheres são a maioria, com 22% — apenas 14% dos homens declararam fazer regime.
A pesquisa também apontou que, para 79% das pessoas ouvidas, os exercícios físicos são a melhor opção para quem quer perder peso. A faixa etária entre 18 e 44 anos é o principal grupo incentivador do esporte: 83% defendem a prática de exercícios.
A noção sobre os benefícios do esporte variam conforme a classe social, de acordo com a GfK. Nas classes A e B, com maior poder aquisitivo, o hábito é tido como o mais eficiente para o emagrecimento (84%). Nas classes C e D, 74% enxergam a mesma vantagem.
A alimentação balanceada é a segunda opção mais indicada no combate aos quilos a mais. Para 40%, comer bem é a melhor forma para emagrecer. Porém, a opção é contestada pelos mais jovens, com idades entre 18 e 24 anos. Só 24% acreditam na dieta, e apenas 4% das pessoas dizem que os emagrecedores contribuem para a diminuição do peso.
Um parecer da Avisa sobre a comercialização e a distribuição dos produtos é aguardado ainda para este mês. Em julho, o presidente da instituição, Dirceu Barbano, afirmou que a decisão ocorreria em agosto.
Da Redação, com informações do Jornal da Tarde
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Erva com poder emagrecedor
Experiência com cobaias indica que planta brasileira tem potencial para substituir remédio que deverá ser proibido
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Uma erva brasileira tem potencial para substituir a sibutramina, medicamento usado para auxiliar na perda de peso que está próximo de ser proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que afirmam cientistas do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, que estão estudando a planta, chamada Pholianegra.
Numa experiência feita com ratos, a erva se mostrou capaz de diminuir cerca de 10% do índice de massa corpórea dos animais em 30 dias — eficácia similar à da sibutramina. Segundo Maria Martha Bernadi, professora responsável pela pesquisa na USP, o segredo da erva é aumentar a saciedade. Porém, ao contrário da sibutramina, que age no cérebro, o composto age direto no estômago.
Na pesquisa, foram usados 40 ratos, divididos em quatro grupos, por sexo. No primeiro mês, as cobaias foram alimentadas com ração hipercalórica. “Depois de 30 dias, voltamos a dar a ração normal, sendo que dois grupos ingeriram o fitoterápico feito com base nos extratos da planta”, explicou Maria.
O grupo que recebeu o composto perdeu, em média, 10% do sobrepeso em um mês. Nas fêmeas, o efeito foi ainda mais eficaz — chegou a 16%. O melhor: sem efeitos colaterais. “O composto foi testado só em animais saudáveis. Não sabemos o efeito em ratos diabéticos ou hipertensos”, ressaltou a professora.
Médico já pode prescrever
Segundo a Anvisa, a Pholianegra já é usada no emagrecimento, como fitoterápico produzidos por farmácias de manipulação. Esse tipo de medicamento é de prescrição médica: só pode ser indicado por um médico, que fornece a receita e, só então, é produzido pela farmácia de manipulação, sem necessidade de registro da Anvisa. Ainda de acordo com o órgão, a decisão sobre a sibutramina deve sair em setembro.
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Coquetel de remédios é vendido sem controle
BOM DIA mostra que remédios de uso controlado, com formulação perigosa, são vendidos sem receita médica em farmácia na Redentora
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Na Redentora – um dos bairros mais nobres de Rio Preto – qualquer pessoa pode comprar remédio controlado sem receita ou nenhuma outra dificuldade. È uma verdadeira biqueira “oficializada” onde estão ao alcance de quem pagar, drogas como femproporex (anfetamina) e fluoxetina (antidepressivo).
Na quarta-feira, o BOM DIA foi até a Biomédis Farmácia de Manipulação, na rua Pernambuco, e conversou com o atendente Luís. O pedido era de um remédio para emagrecer. O único problema era a falta de receita médica.
Depois de uma rápida “consulta” em que perguntou sobre pressão alta, problemas de tireoide, uso de remédios, hábitos alimentares e quanto eu queria emagrecer, sugeriu dois medicamentos: um sem anfetamina, que impede que o organismo retenha gordura, e outro com o femproporex. Pedi o que tem a droga controlada.
Na composição criada por Luís, além da anfetamina, em outro frasco, uma mistura bombástica: diurético, laxante, similar de hormônio tireoidiano, remédio para o estômago, para evitar cãibras, ansiolítico e outros. Com certeza é uma forma de garantir para quem vai à Biomédis que nenhum centavo dos R$ 164 cobrados pelo medicamento seja desperdiçado.
Fui embora e liguei mais tarde confirmando a compra. No final do dia, peguei os remédios. O frasco com 60 cápsulas de femproporex 25 miligramas saiu em nome de outra pessoa, já que a venda só é permitida com prescrição médica. A mistura de outros remédios, no nome dado por mim. Ambos os frascos têm como médico responsável o clínico geral e oftalmologista de Rio Preto Jorge Yossef Zahs.
De novo?

Luís, da Biomédis Farmácia de Manipulação, entrega os medicamentos para emagrecer à reportagem do BOM DIA no final da tarde de quarta-feira; Vigilância Sanitária promete averiguar o caso
Corre no Cremesp (Conselho Regional de Medicina) de Rio Preto sindicância sigilosa para averiguar denúncia de venda de remédio para emagrecer feita pelo médico Jorge Yossef Zahs.
Segundo o conselheiro regional, Pedro Teixeira, testemunhas estão sendo ouvidas. “É um procedimento lento. Temos que estar com tudo concretizado para que os advogados não tentem anular o processo.”
Depois de concluída, a sindicância será encaminhada para a Câmara do Conselho de Medicina para ser julgada ou arquivada. Se o médico for considerado culpado poderá sofrer sanções que vão de censura sigilosa à perda do direito de clinicar. Ao saber que o BOM DIA comprou femproporex sem receita e que o nome que aparece nos frascos é o do doutor Jorge, o conselheiro disse: “Tenho conhecimento de que ele continua a fazer isso.”
O BOM DIA denunciou o caso à Vigilância Sanitária de Rio Preto, que promete investigar. “Por se tratar de substância psicotrópica vamos acionar a Polícia Federal. A venda sem receita pode se caracterizar tráfico de drogas”, diz a coordenadora da Vigilância, Daniele Marques.
Médico nega envolvimento na venda de remédio
O clínico geral e oftalmologista Jorge Yossef Zahs foi procurado na manhã de sexta-feira pela reportagem para saber como o nome dele estava em uma receita sem que eu tivesse me consultado com ele.
No frasco do femproporex, o nome da paciente é Marta Ap. Bernardes. Já, no outro frasco, o nome dado pelo BOM DIA: Ana Cláudia Lubus.
Nervoso, o médico chamou a reportagem de leiga e ignorante. Disse que a denúncia é inverídica e ameaçou entrar com um processo na justiça. “Sou formado desde 1932 pela Famerp. Essa alegação é falsa e posso te processar.”
Questionado sobre ter conseguido comprar o remédio com uma receita assinada por ele, em nome de outra pessoa, que já estava na farmácia, a justificativa é de que a paciente pode ter deixado a receita sem levar o remédio. “Isso é um problema seu, pessoal. Se a receita existe é porque algum paciente tirou ela aqui. Não vou sair com cada paciente para ver se ele realmente vai comprar o remédio. A responsabilidade é da farmácia que te vendeu o remédio.”
Ao ligar para Luís, da Biomédis, ele disse que só vende remédio para emagrecer com receita. Eu me identifiquei e ele disse que se lembrava vagamente. Expliquei que toda a conversa, desde que eu fui à farmácia, estava sendo gravada, mas voltou a afirmar: “nunca vendemos sem receita, em hipótese nenhuma”.
Perguntei se poderia ir lá naquela hora para ver a minha receita. Ele respondeu que não e disparou: “Posso providenciar ela [a receita], sem dúvida nenhuma e sem problema.
‘Remédio só com acompanhamento’, dizem especialistas
Uso indiscriminado de anfetamina pode provocar problemas cardíacos, hipertensão, distúrbios psiquiátricos e até levar à morte do usuário
“O problema não está no femproporex está na venda sem receita e na falta de acompanhamento médico”, diz a endocrinologista Maristela Tonon, do Hospital de Base.
Para a especialista, as anfetaminas, quando usadas de maneira adequada e com supervisão e controle, servem como um empurrão para quem sofre de obesidade. “Com o tempo, o remédio é retirado e o acompanhamento garante que o paciente mantenha o novo peso”. Célia (nome fictício) tenta emagrecer há pelo menos 6 anos, sem acompanhamento médico. Uma amiga farmacêutica é quem consegue a fórmula que, entre outras substâncias, leva anfepramona (anfetamina).
A empresária, de 50 anos, engordou cerca de dez quilos depois de ser mãe. “Quando vi que estava pesando 70 quilos comecei a tomar remédios. O primeiro foi inibex e consegui emagrecer 11 quilos, sete na primeira semana. Mas quando parei, engordei em dobro.”
A luta de Célia contra a balança se perpetua, mas são os ponteiros que estão vencendo. O peso atual dela oscila entre 80 e 85 quilos. “Tomo durante a semana, fico super animada e elétrica, chego a emagrecer três quilos. Paro nos finais de semana para beber, engordo quatro quilos.”
Célia tem uma sobrinha que mesmo com síndrome do pânico não consegue deixar as anfetaminas e uma amiga que depois de emagrecer 30 quilos, nunca mais deixou de tomar femproporex. “Ela mesmo diz que é para o resto da vida.” O psiquiatra Antonio de Siqueira Campos Júnior, de Rio Preto, atende pelo menos dois pacientes por semana, vítimas das anfetaminas.
“Não me procuram por causa do remédio, mas pelo efeito psicótico que ele causou.” Segundo o especialista em tratamento de usuários de drogas, o uso contínuo de anfetamina deixa a pessoa paranoica. “O dependente dessas drogas é muito complicado. Prefiro tratar de dependente de cocaína, que aceita que está doente.”
Até o final do mês, a Anvisa decide sobre proposta feita pela própria Agência de Vigilância Sanitária para banir o uso de anfetaminas no Brasil. Especialistas ouvidos pelo BOM DIA acreditam que são mínimas as chances de a proposta passar. Laboratórios, que faturam bilhões por ano com esses medicamentos, fazem lobby para a não aprovação.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Farmácia de manipulação é proibida de fabricar medicamento
Sede da Promotoria, na Santana Atendendo a Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, a Justiça deferiu pedido de liminar em ação coletiva de consumo movida contra a Octa Lab Farmácia de Manipulação Ltda. A empresa, com sede na cidade de Santo André, em São Paulo, está proibida de fabricar o medicamento Meticulose 2% em qualquer escala de produção. Foi determinado, ainda, que a empresa pare de produzir em escala qualquer medicamento, até que obtenha e comprove certificação expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Octa Lab está autorizada apenas a manipular insumos farmacêuticos mediante prescrição médica.
A decisão foi proferida pela juíza Laura de Borba Maciel Fleck, do 1º Juizado da 16ª Vara Cível de Porto Alegre e cabe recurso. Foi fixada multa de R$ 500 mil para cada hipótese de descumprimento, valor a ser recolhido ao Fundo Estadual de Defesa ao Consumidor.
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Farmácias de manipulação de Niterói têm problemas com a Receita
Anteriormente, tipo de estabelecimento recolhia apenas ICMS, porém, município passou a cobrar mais um imposto, o ISS. Proprietários garantem que foram pegos de surpresa
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Uma polêmica envolvendo a cobrança de impostos pode esvaziar o mercado de farmácias de manipulação na cidade. Especialistas aconselham os proprietários dos estabelecimentos a buscarem ajuda na Justiça.
O caso é que, até pouco tempo incidia para o setor apenas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas, no ano passado, fiscais da administração municipal passaram a cobrar Imposto Sobre Serviços (ISS). Além de ficar sujeita a dois tipos diferentes de impostos, quem explora a atividade foi surpreendido com uma dívida de impostos retroativos, referentes ao não pagamento do ISS de 2004 a 2009. E, se não pagarem, poderão ter os bens penhorados.
Charles Azevedo, 60 anos, proprietário de uma farmácia na Rua Doutor Celestino, no Centro, explica que sempre pagou o ICMS corretamente e que só soube que precisaria pagar o ISS quando um fiscal foi até o estabelecimento e apresentou um documento que informava a execução fiscal da dívida ativa. “Tenho uma dívida de R$ 30 mil e outra de R$ 3 mil, mas, somando os acréscimos, estou devendo cerca de R$ 50 mil. Tive que parcelar minha dívida para que os bens não fossem penhorados”, desabafa.
Também proprietária de uma farmácia, Tânia Abreu, de 50 anos, teve seus bens penhorados. Ela entrou na justiça para tentar resolver essa situação. Com uma dívida de mais de R$ 100 mil, ela também está sendo executada.
Questão é controversa, diz advogado sobre assunto
O advogado tributário José Marinho dos Santos, afirma que a questão é controversa, pois, apesar de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmar que o imposto para essas farmácias é de competência municipal, existem decisões favoráveis e desfavoráveis para os estabelecimentos comerciais. Ele explica que, de acordo com o código Tributário, o imposto pago pelas farmácias era mesmo o ICMS, mas depois que foi criada a lista de serviços anexa à Lei Complementar n° 116/2003, o imposto passou a ser o ISS.
“O problema é que não fica claro para o comerciante qual o imposto que ele deve pagar, já que algumas prefeituras não cobram e também há casos de eles pagarem os dois impostos, ao estado e ao município, ou seja, uma bitributação. Mas a questão ainda deverá ser julgada pelo Superior Tribunal Federal (STF)”, explica.
Para o advogado, a melhor opção é que os proprietários das farmácias procurem um advogado e entrem com uma ação de consignação de pagamento, para que o juiz decida qual o imposto a pagar.
A Prefeitura de Niterói informou que está cobrando o ISS dos referidos estabelecimentos comerciais com respaldo da lei e que os estabelecimentos que não pagarem o ISS estão sujeitos à inscrição em Dívida Ativa do Município.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
Projeto de lei quer tirar imposto e remédio e preço pode cair 35%
Neste ano, o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT-DF) apresentou um projeto de lei para acabar com os impostos sobre todos os medicamentos – tanto os produzidos aqui, quanto os importados. O objetivo, segundo ele, é ampliar o acesso da população a esses itens de primeira necessidade.
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De acordo com a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Henrique Tada, diretor técnico executivo da entidade, diz que em muitos países a tributação varia entre zero e 5%.
O governo já demonstrou interesse no assunto. A presidente Dilma Rousseff prometeu, durante a campanha eleitoral, baixar os impostos dos medicamentos. Neste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mostrou apoio à causa. Ele disse que a ideia não está contemplada na proposta de reforma tributária elaborada pelo governo federal, mas ressaltou que o tema está sendo discutido pelo ministério com os setores de saúde do país.
Reguffe encomendou um levantamento à Receita Federal sobre o total de recursos arrecadados pela União com medicamentos. Só em 2010, mais de R$ 3,3 bilhões foram recolhidos em taxas como o IRPJ (Imposto sobre a Renda – Pessoas Físicas), Cofins (Contribuição para a Seguridade Social), Imposto sobre a Importação e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
O deputado afirma que o corte dos impostos faria pouca diferença no Orçamento da União. O valor vindo dos medicamentos representa 0,16% do total arrecadado.
- O que deve ser tributado são os produtos supérfluos, não o que mexe com a saúde, com a vida das pessoas.
Os R$ 3,3 bilhões não levam em conta impostos estaduais, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Fernando Steinbruch, diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), destaca que o ICMS corresponde à metade do total de impostos que incidem sobre os medicamentos.
Prós e contras da isenção
Professor da faculdade de economia da USP (Universidade de São Paulo), Luiz Jurandir Simões avalia que a isenção fiscal não é uma boa solução porque, em primeiro lugar, não é possível ter certeza de que os descontos seriam integralmente repassados para o consumidor. Em segundo lugar, porque, na avaliação dele, o país precisa de uma reforma tributária ampla e não apenas de “remendos”.
- A estrutura tributária brasileira é tão caótica, tão absurda, que o único jeito de conviver com ela é, de vez em quando, fazer concessão aqui ou ali. [...] Provavelmente o que o deputado [Reguffe] deseja – o que é meritório – é facilitar o acesso à medicação pela população. Só tem um problema: não é automático que, quando se reduz imposto, se reduz o preço.
Para o professor, o desconto só seria repassado se houvesse obrigatoriedade. De acordo com a lógica de mercado, a tendência é que as empresas monopolistas (únicas a fabricarem determinado tipo de produto) mantenham os preços e as que enfrentam concorrência baixem os valores.
Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), rebate as críticas e diz que, sim, os preços são controlados.
- Desde os anos 1970, o governo mantém uma tabela. Todos os anos, ele diz o reajuste possível, indicando o preço máximo ao consumidor.
A redução de impostos não é uma demanda nova da associação, que há três anos fez um abaixo-assinado sobre o tema e o encaminhou ao Congresso, ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ministério da Saúde.
Maior ou menor consumo
Mesmo com preços altos, o Brasil é um dos países que mais consomem remédios. O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado mês passado, aponta um alto consumo, principalmente de analgésicos, que podem causar dependência.
O clínico médico Claudio Miguel Ruffino, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que o preço não tem relação direta com o consumo abusivo e que, de fato, os valores são muito altos.
- No Brasil, nós perdemos muitos pacientes por causa dos preços. Muitos nem iniciam os tratamentos ou os abandonam no meio.
O médico afirma que o Brasil já avançou em alguns sentidos, como melhor distribuição de remédios nas farmácias populares, mas os indicados para tratamentos mais complexos, como osteoporose, ou os que não possuem genéricos continuam sendo pouco acessíveis para a maioria da população.
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Anvisa proíbe definitivamente comercialização do Dietmax
No início do mês(Julho), a agência já havia proibido a propaganda e a venda desse produto em sites
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica hoje no Diário Oficial uma resolução que proíbe a importação da venda e a comercialização de Dietmax no Brasil. Trata-se de um produto para emagrecer vendido pela internet que se autodenomina fitoterápico e promete perda de peso rápida e de forma natural.
No início do mês, a agência já havia proibido a propaganda e a venda desse produto em sites, conforme o Estado antecipou. Como a propaganda continuou e a origem do produto ainda é desconhecida, a agência decidiu proibir também a importação e a venda em qualquer loja física.
A Anvisa ainda determinou que as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios recolham o produto - caso ele seja encontrado em lojas - e os envie para os laboratórios da rede Lacen, que atendem a Anvisa. A agência quer saber qual é o conteúdo exato das cápsulas.
Pessoas que compraram o produto e quiserem colaborar com a agência podem enviar as amostras para as vigilâncias sanitárias para serem analisadas.
Histórico
O DietMax começou a ser vendido no País em abril. Nas propagandas, o produto diz que a pessoa pode perder até 11 quilos em quatro semanas. Cada pote custa R$ 98 e demora cerca de 20 dias para chegar.
Em uma das propagandas divulgadas no Facebook, o DietMax usou imagens da cantora Ivete Sangalo e da atriz Juliana Paes, dizendo que elas perderam 15 quilos após usarem o produto.
Ambas negaram ter usado o emagrecedor e não autorizaram o uso da imagem. Após a primeira ação da Anvisa, as fotos das duas foram trocadas por fotos de usuários "comuns".
A empresa responsável pelas vendas no Brasil é a Nutralogistic, com sede em Curitiba. Mas seu CNPJ indica que ela faz consultoria em gestão empresarial e comércio atacadista de equipamentos de informática - nada relacionado efetivamente a vendas de produtos de saúde.
Em entrevista anterior ao Estado, Ricardo Guimarães, representante de vendas no Brasil, disse que o DietMax é composto por psyllium, quitosana, biotina, gelatina e glicerina umectante.
A endocrinologista Gláucia Carneiro, do ambulatório de obesidade da Unifesp, afirmou que nenhum desses compostos é capaz de atuar no emagrecimento. "Se existisse algum produto que eliminasse os adipócitos, seria a cura da obesidade no mundo."
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O segredo dos remédios manipulados
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O mercado de medicamentos manipulados vem crescendo significativamente nos últimos anos. É o que mostram os dados da última pesquisa feita pela Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). De acordo com o levantamento, o número de farmácias que produzem medicamentos manipulados aumentou de 2.100 em 1998, para 7.850 em 2009. Ainda segundo a Anfarmag, mais de 60 milhões de receitas são manipuladas anualmente.
Para a farmacêutica Adriana Valente Teixeira Volpe, da Farmácia Dermatológica de Maringá, a principal vantagem dos medicamentos manipulados é a adequação da dose, de acordo com as necessidades individuais.
Ela também cita como benefícios, as associações de princípios ativos; a segurança, devido à possibilidade de ser ser prescrito na quantidade exata do tratamento; rótulo personalizado, que evita trocas de medicamentos quando outros familiares fazem outro tratamento; além de permitir a escolha do formato, que pode ser em cápsulas, xarope, sachês, shakes, supositórios, gomas, entre outros. O comprador também pode optar pela cor desejada de cápsulas e ainda a adição de sabores especiais.
Apesar da crescente procura pelos produtos, muitos consumidores têm dúvidas sobre a segurança dos medicamentos. De acordo com a farmacêutica, não há diferença entre os medicamentos convencionais e os manipulados.
"Compramos os ativos dos mesmos fornecedores que as indústrias farmacêuticas, porém na manipulação fabricamos o medicamento especial para cada indivíduo", diz.
Para pacientes diabéticos, segundo a farmacêutica, os medicamentos são manipulados sem açúcar. "Já para pacientes sensíveis, podemos manipular medicamento em cápsulas incolores e prescrições líquidas, sem corante. Ainda manipulamos cosméticos diferenciados, respeitando cada tipo de pele", revela.
A especialista alerta que mesmo oferecendo diversas vantagens, todos os medicamentos devem ser utilizados com cautela. "As contraindicações são as mesmas dos medicamentos industrializados", alerta.
A farmacêutica também revela que atualmente é possível manipular todos
os ativos que não são patenteados pela indústria.
A farmácia produz o medicamento na quantidade que o paciente precisa, evitando assim sobras e desperdícios, e diminuindo o custo do tratamento.
De acordo coma Anfarmag, 30% da fabricação dos manipulados atendem a demanda da área de dermatologia. O restante é da ginecologia, cirurgia plástica, gastroenterologia e endocrinologia, entre outras especialidades.
Porque o manipulado é mais barato?
•A grande vantagem em se comprar o remédio manipulado é a economia.
•Na maioria das vezes o custo é de 30% a 40% menor do que os medicamentos de drogarias, até mesmo os genéricos. Essa grande diferença de preço em relação aos medicamentos industrializados é porque os manipulados são fabricados somente por prescrição, na quantidade certa para o cliente seguir cada tratamento, não existindo sobras e desperdícios - consequentemente, a pessoa paga somente o que usa.
Importante
Vale lembrar que o uso dos produtos manipulados impede a automedicação, já que eles só podem ser produzidos com prescrição médica e vem exatamente na quantidade que o consumidor necessita. Esse ponto é importante, visto que a automedicação é a terceira causa de internação por alergia ou intoxicação aos medicamentos.
Verifique se a farmácia possui um farmacêutico no local. Ele é o profissional certo para falar sobre os produtos. Deve-se exigir a sua presença quando houver dúvidas. O profissional pode informar se o remédio deve ou não ser tomado com leite ou se há riscos do remédio causar algum problema, quando ingerida com outro medicamento A presença do especialista é um dos requisitos para saber se a farmácia é de confiança.
Orientações
•Obxerve se o medicamento impresso no rótulo condiz com a receita de seu médico.
•Observe os componentes da fórmula para comprovar que você não tem hipersensibilidade (alergia) a algum deles.
•Confira se as doses das substâncias prescritas cabem na capacidade das cápsulas.
•Use medicamento manipulado somente em farmácia de manipulação especializada neste setor.
•Não altere sua formulação sem autorização do médico.
•Observe atentamente as instalações da farmácia de manipulação e suas condições higiênicas.
•Em caso de cremes, procure utilizar a espátula que acompanha o pote, pois existem determinados componentes que se oxidam caso o produto seja contaminado com as mãos.
•O remédio manipulado é feito sempre de acordo com uma receita médica e atende a um tempo determinado de tratamento. Eles são produtos extemporâneos, isto é, não são feitos para durar por certo período. Portanto, tome-os imediatamente após a manipulação e não guarde restos de medicamento. Se o problema voltar, procure novamente o seu médico (não repita a receita).
•As farmácias seguem as boas práticas de Manipulação de preparações magistrais e oficiais para uso humano – RDC 67/07, determinadas pela Anvisa, o que assegura maior qualidade das substâncias utilizadas nos medicamentos.
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Manipulação de medicamentos em farmácias e possibilidade de contaminação cruzada
Ao longo dos últimos dias a ANFARMAG – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais tem acompanhado atentamente todas as manifestações decorrentes de um caso de ampla repercussão na Opinião Pública. O noticiário traz referencias à possibilidade da ocorrência de contaminação cruzada no processo magistral como resultado da manipulação de matérias primas e substâncias para a preparação de medicamentos em farmácias.
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Diante disso, a ANFARMAG vem a público informar:
- As farmácias magistrais têm suas atividades regulamentadas pelos Órgãos competentes e a legislação que rege o setor é extensa e rigorosa;
- Os estabelecimentos farmacêuticos magistrais são objeto de intensa, constante e periódica fiscalização, por parte dos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS (União Federal, Estados, Municípios e Distrito Federal), bem como pelas representações estaduais do Conselho Federal de Farmácia;
- A fiscalização e a estrita obediência às normas de boas práticas, tem como principal objetivo assegurar que os produtos dispensados pelas farmácias magistrais estejam livres de vícios e defeitos, como por exemplo a contaminação cruzada.
- As normas sanitárias em vigor estabelecem a obrigatoriedade de instalações e procedimentos de natureza técnica que afastam a ocorrência de desvios de qualidade.
- As matérias primas e os produtos acabados são, de acordo com a regulamentação, submetidos a testes de qualidade, exatidão e segurança.
- Todo o processo magistral é rastreável, ou seja, na eventual constatação de uma inconformidade é possível adotar as medidas necessárias visando o seu controle e resolução.
ANFARMAG - ASSOCIAÇAO NACIONAL DE FARMACEUTICOS MAGISTRAIS
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